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domingo, 11 de abril de 2010

EM TEMPOS DE CATÁSTROFES NATURAIS




Salve, salve queridos amigos!


Depois de uma "estiagem" estou novamente refletindo com vocês no blog.
Agradeço ao Gabriel por partilhar conosco no blog suas reflexões e ponderações a respeito da vida.
Vida, essa, complexa e cheia de confluências. Caminhos que se cruzam e descruzam deixando um aprendizado positivo ou não, mas sempre ensinando perfeitas lições através do amor ou através de um mecanismo mais didático - a dor.

Em meio a tudo isso, todas essas catástrofes, todas essas perdas materiais e de entes queridos ou não, costumo dizer que não existe mais um lugar 100% seguro. Seja no Rio Grande do Sul, seja no Rio de Janeiro ou em qualquer outro estado.

Recentemente, quando realizava minhas leituras noturnas acerca de temas que gosto muito algo me chamou a atenção. Tudo estava dentro da normalidade quando abri uma página e um trecho destacou-se dos demais. Confesso que a partir daquele momento muita coisa fez sentido. Inclusive essas catástrofes que vem ocorrendo no país e mundo a fora.

Na verdade descobri que tudo isso acontece porque nós ainda não sabemos viver. Muito de nós ainda não encontrou o verdadeiro sentido da vida. Damos demasiada importância para questões superficiais da nossa existência como o consumismo, enriquecimento individual e principalmente aos dois pilares que são a chave mestra de tudo de ruim que acontece e do atraso moral coletivo da humanidade - O EGOÍSMO E O ORGULHO.

Parece mentira, mas é só analisarmos onde estão as causas das guerras, do abandono dos mais necessitados, daquela promoção conquistada por meio de mentiras sobre nosso colega de trabalho, enfim, paremos e relacionemos tudo de ruim (ou de negativo) com o orgulho e o egoísmo. Que conclusão chegamos?

Até em termos religiosos vemos essa vertente. Observamos religiões que incentivam a separação entre os irmãos (entenda-se por irmãos a definição de que somos todos irmãos perante Deus), brigas acontecem dentro das famílias devido a uns pertencerem a essa ou aquela religião e outros ficam em cima do muro ou escolhem outras religiões diferentes. Logo a premissa e o lugar para onde vão aqueles que não fazem parte da seita são estabelecidos: "fora da igreja não há salvação" e "quem não estiver na casa de Deus irá para o inferno".

Esse foi só um exemplo substancial que ouvimos dos quatro ventos todos os dias. E como a cada dia o número de pessoas que estão surtando com as dificuldades do cotidiano aderem ao coro sem pensar, temos uma massa em processo de completa alienação. Falta esclarecimento. Então não custa ir atrás das respostas, estudar e buscar identificar se tudo aquilo que pregam é verdade, se tudo que dizem é realmente a interpretação exata da verdade. Vale ressaltar que existe uma infinidade religiões que pregam diferentes ensinamentos, e que a liberdade religiosa está garantida pela constituição brasileira.

Tá! Mais e daí? O que tudo isso tem a ver com as catástrofes naturais que estão limpando o planeta?
A idéia é justamente essa: limpar, uma ação corretiva e moderadora.
Mas como assim ação corretiva?
Simples!
Como não estamos vivendo nesse planeta por acaso, não estamos aqui para enriquecer e consumir desvairadamente, para destruir os recursos naturais e degradar o planeta, para prejudicar nosso semelhante seja pisando, ofendendo, invejando, cobiçando, desejando o mau, nós estamos sendo convidados a nos retirar do planeta, e se nos empenhamos muito em praticar ações menos edificantes contra as pessoas a nossa volta somos novamente convidados (forçosamente atraídos devido as nossas próprias ações) a ingressar em outros orbes mais inferiores que o nosso.

Conclusão, queridos amigos, devemos aprender o que realmente importa e a viver dignamente sem praticar o mau contra nossos semelhantes. Que nós possamos aprender a utilizar os recursos naturais que precisamos sem praticar o abuso, sem lancinar o equilíbrio ecológico para que possamos manter o efeito estufa e o aquecimento global em níveis normais, evitando assim esse descontrole que vivemos atualmente.
Vocês devem estar se perguntando "poxa, mas ele não disse o que temos que fazer para aprender o verdadeiro sentido da vida e como viver bem". Pois, bem, não vou escrever aqui algo do tipo "vocês devem fazer isto ou aquilo". Não! Não sou Deus, não tenho todas as respostas, e não tenho e nem nunca tive a presunção de impor nada a ninguém. O que posso acrescentar é que essa é uma busca individual de cada um de nós e é um dos grandes baratos da vida (descobrir e aprender como viver em equilíbrio e o que viemos realmente fazer aqui além de dar nossa contribuição ao progresso moral, intelectual e de certa forma material).
Vou deixar aqui um trecho de um livro que diz na essência como podemos identificar se essa ou aquela doutrina (religião) está no caminho para auxiliar aqueles que a seguem no caminho do bem e na prática verdadeira do amor ao próximo.

Vamos ao trecho:
“842 - Considerando-se que todas as doutrinas têm a pretensão de ser a única expressão da verdade, por que sinais podemos reconhecer a que tem o direito de se apresentar como tal?

Será aquela que fizer mais homens de bem e menos hipócritas, isto é, homens que pratiquem a lei do amor e da caridade na sua maior pureza e na sua mais ampla aplicação. Por esse sinal reconhecereis que uma doutrina é boa, visto que toda doutrina que tiver efeito de semear a desunião e estabelecer linha de separação entre os filhos de Deus só pode ser falsa e perniciosa.”

Um ótimo domingo e uma excelente semana a todos!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

O POETA E O CRONISTA


O poeta inspira-se com o menor dos acontecimentos; o cronista denuncia.
O poeta evidencia o esplendor das palavras; o cronista as seqüencia libertando a verdade.
Ter alma de poeta é transcodificar o mundo, íntimo e complexo, em caminhos para a lucidez do concretismo.
Ter alma de cronista é denotar com voracidade tudo o que desafia – instiga, pormenorizando a amplitude da vida na velocidade dos pensamentos.
O amor motiva ambos a desenhar suas facetas – move o universo.
Tudo tem amor: na guerra ou na paz ele está sempre lá.
A vivência financia o progresso das letras e seleciona as influências na literatura.
O saudosismo, geralmente, promove os melhores textos.
Um percurso refeito é sempre mais eficaz que o ato desbravador.
A doce voz feminina é como o estopim de uma revolução: sempre motiva a ruptura utópica.
A partir daí até as estrelas falam português.
Ainda temos os campos de beira de estrada que com seu esplendor provocam as reflexões de nossas viagens.
Temos, então, a comunhão neural.
E quem não gosta disso?
O poeta e o cronista – antagonismo do ser.
O mágico e o cético que todos havemos de ter.

Um forte abraço a todos!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

ENQUANTO ELA NÃO CHEGA



Enquanto ela não chega, toco a vida.
Percorro ruas, memórias, esquinas...
Penso em análise combinatória: múltiplas possibilidades.
Retomo, vejam só, esse engajamento literal perdido. Verdade.
Enquanto ela não chega, eu estudo, pesquiso e desenvolvo.
Arrebanho matizes, estradas e flashbacks.
Descobri que existem coisas que não funcionam sem motivação.
Enquanto ela não chega a facilidade me some. O vocabulário encurta.
Nas melodias sublimes de Corciolli e Chechelero encontro os degraus para subir até lá.
Em cada nota, quando em harmonia, posso me projetar para onde quiser.
Geralmente procuro a companhia do Pai, onde sei que meus verdadeiros amigos me acolherão.
Cada vez que volto deixo saudade.
Sei que sou acompanhado, com muito amor e carinho.
De longe assistem, choram e vibram pela minha pessoa.
Aqui, tento fazer o melhor que posso.
Enquanto ela não chega, refaço meus caminhos.
Ouço novamente aquelas vozes que conviveram comigo.
Vozes de uma jornada ímpar e constante.
Aprendi muito com elas – impossível negar.
Tendo em minha vida a reciclagem de minhas falhas, posso aferir ainda mais minhas experiências. Trabalho e desenvolvo minha bondade, compreensão das coisas incompreendidas por mim até então, acumulo minhas milhagens para ir mais alto.
Se existe um jato não devemos ir até lá de bicicleta.
Não que somos impedidos de pedalar, mas levaremos muito mais tempo e gastaremos mais energia.
Enquanto ela não chega, me reinvento.
Fico cada dia mais dócil, mais resignado e puro.
Ao dormir, às vezes, nos reencontramos. Não é quando queremos, mas quando podemos.
Enquanto ela não chega, faço planos.
Arquiteto momentos, sorrisos, felicidade...
Aprendo com o rolar dos dias o sentido da espera.
Tendo em vista o cenário mundial, enquanto ela não chega às vezes me assusto.
Tenho medo de como os homens vêem dirigindo as nações.
Faltam limites, escrúpulos – falta amor.
Veneram-se os metais de baixa reatividade e a celulose em larga escala.
Enquanto ela não vem, continuo com medo do escuro.
As formas que nele se movem não conhecem a estática.
Aguardo aquele interior fascinante, um envase que guarda – não uma embalagem.
A beleza que encanta não é a que cega.
Olho sempre através das membranas, entre os átomos.
Enquanto ela não chega, caminho, eu, rumo à meta.

* Foto: jardins da praça do Palace Casino em Poços de Caldas - MG que tirei em minhas férias de carnaval em 2008.

Um forte abraço a todos!

quarta-feira, 21 de maio de 2008

POESIA - AMOR E MÚSICA

Salve Queridos Amigos!

Rose Bolleta, uma amiga de Poços de Caldas - MG, cedeu gentilmente uma poesia de sua autoria chamada Amor e música.
Essa poesia trata de questões pertinentes a todos nós e, que freqüentemente se misturam.
Para comentar sobre essa poesia basta ir ao final desse post e clicar onde diz comentários. Uma nova janela surgirá onde vocês poderão ficar a vontade para deixar suas mensagens. Todos os visitantes do blog podem comentar.

Gostaria de ressaltar que o blog está aberto às participações de todos os visitantes. Caso desejem contribuir com um texto, uma poesia, críticas e sugestões, por favor, entrem em contato conosco através do mural de recados ou mesmo comentando nos posts.

Espero que vocês apreciem.


Amor e Música

Sabe o que é o amor?
O amor está no coração
E a música?
Desperta emoção

Das mais sublimes notas
Saem lindas melodias
Que se renovam a cada dia

Já amar enobrece o espírito
Nós dando paz
Querendo sempre mais

Quando a música toca os ouvidos
Traz uma sensação de amor
Deixando-nos a impressão
Que vivemos num mundo sem dor

O amor chega de mansinho
E até parece música
Porque não nos sentimos mais sozinhos

Às vezes ao som de melodias
Sentimos-nos tocados
Parece que Deus nos manda seres
Que dos céus são enviados

Também podemos sentir amor
Quando ouvimos música
Há uma perfeita união
Que não precisa ser músico para sentir tocado o coração

Há tantas coisas para se falar
De amor e música
Mas às vezes é só preciso sentir
Para que amor e música nos façam chorar e sorrir

Mas afinal então...
O que é música e o que é o amor?
Eles são companheiros da alegria
Mas também do amor e da dor

Um forte abraço a todos!